Nem sempre sei o que quero
mas quero que se saiba
que, do que não quero,
tenho absoluta certeza.
Joaquim Marques AC
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Inspiração
Estou sem sono
Já escrevi tanta asneira
Apaguei tudo mais que uma vez
E não sei se será desta vez
Que o escrito verá a luz do dia...
Por isso inspiração recalcada
Não adormeças tu
E me deixes aqui com a mente acordada.
Que tal um pacto de não agressão?
Eu termino este sermão
Se tu te levantares e me vieres ajudar
Depois publicamos o escrito
E vamo-nos os dois deitar.
Concordas inspiração preguiçosa?
Não sei porque ainda te suporto,
Um dia destes vou à loja do chinês
Comprar uma inspiração de plástico...
Ai vou, vou
Estás a ler o que está a sair?
Esta bosta de escrito... e tu a rir!
Vá lá inspiração dum cabrão
Estou-te com uma raiva...
Joaquim Marques
Já escrevi tanta asneira
Apaguei tudo mais que uma vez
E não sei se será desta vez
Que o escrito verá a luz do dia...
Por isso inspiração recalcada
Não adormeças tu
E me deixes aqui com a mente acordada.
Que tal um pacto de não agressão?
Eu termino este sermão
Se tu te levantares e me vieres ajudar
Depois publicamos o escrito
E vamo-nos os dois deitar.
Concordas inspiração preguiçosa?
Não sei porque ainda te suporto,
Um dia destes vou à loja do chinês
Comprar uma inspiração de plástico...
Ai vou, vou
Estás a ler o que está a sair?
Esta bosta de escrito... e tu a rir!
Vá lá inspiração dum cabrão
Estou-te com uma raiva...
Joaquim Marques
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Hoje, que ainda é ontem, fumo o último cigarro
fumo-o porque me apetece
e às vezes acontece
pensar nos que resolvem pensar a vida por mim
cuidarem do meu bem estar
como se, algum dia, no seu lugar eu devesse estar
um parasita pensador
que pensa na vida sem dor
que há-de vir no futuro
morrer saudável sem custos para o Estado.
Joaquim Marques AC
fumo-o porque me apetece
e às vezes acontece
pensar nos que resolvem pensar a vida por mim
cuidarem do meu bem estar
como se, algum dia, no seu lugar eu devesse estar
um parasita pensador
que pensa na vida sem dor
que há-de vir no futuro
morrer saudável sem custos para o Estado.
Joaquim Marques AC
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Quando vieres
Já não me vais encontrar
Nem o abraço que me deres me vai ressuscitar.
Eu fui aquele que conheceste
Mas a aparência que vou demonstrar
Não é a da mesma pessoa.
Hoje sou como um cipreste
Que ornamenta o lugar do morto
Mas que se recusa a crescer verde e torto
Por isso estou alto e esguio
Para fugir aos lamentos
Dos que me visitam com fastio.
Quando me sentires assim
Não queiras mais uma vez fugir de mim.
Aceita-me diferente
Igual a toda a gente
E tenta imaginar como foi difícil ficar
Preso a este lugar
Movendo-me ao sabor do vento
Tudo isto para te provar
Que é possível um novo entendimento
Enraizado nesta espera
Com vontade de te voltar a abraçar.
Morri
Por ti e pela recordação
Pelo silêncio
E pelos lamentos do meu coração.
Morri... vivo de outra forma
Vivo enquanto se forma
O esqueleto do meu novo pensamento
Que não deseja mais passar pelo tormento
De te ouvir lá longe
Como um lamento.
Quando vieres
Abraça-me só uma vez
E tenta ser cortês
Comigo e com a minha presença.
Quando me abraçares
Peço-te que o faças levemente
E então
Compreenderás
Que eu estou diferente.
Mas ao sentires o meu coração
Saberás que mesmo assim
Vou te amar eternamente.
Joaquim Marques Cruz
Já não me vais encontrar
Nem o abraço que me deres me vai ressuscitar.
Eu fui aquele que conheceste
Mas a aparência que vou demonstrar
Não é a da mesma pessoa.
Hoje sou como um cipreste
Que ornamenta o lugar do morto
Mas que se recusa a crescer verde e torto
Por isso estou alto e esguio
Para fugir aos lamentos
Dos que me visitam com fastio.
Quando me sentires assim
Não queiras mais uma vez fugir de mim.
Aceita-me diferente
Igual a toda a gente
E tenta imaginar como foi difícil ficar
Preso a este lugar
Movendo-me ao sabor do vento
Tudo isto para te provar
Que é possível um novo entendimento
Enraizado nesta espera
Com vontade de te voltar a abraçar.
Morri
Por ti e pela recordação
Pelo silêncio
E pelos lamentos do meu coração.
Morri... vivo de outra forma
Vivo enquanto se forma
O esqueleto do meu novo pensamento
Que não deseja mais passar pelo tormento
De te ouvir lá longe
Como um lamento.
Quando vieres
Abraça-me só uma vez
E tenta ser cortês
Comigo e com a minha presença.
Quando me abraçares
Peço-te que o faças levemente
E então
Compreenderás
Que eu estou diferente.
Mas ao sentires o meu coração
Saberás que mesmo assim
Vou te amar eternamente.
Joaquim Marques Cruz
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Reclamação
Que se dane a poesia
escreva eu com mais ou menos mestria
isto não dá, nem para comer...
hoje, na rua Augusta, a descer
do Rossio ao terreiro do Paço
fiz três paragens a ver três artistas de rua
muitos transeuntes, alguns nem abrandavam o passo
mas muitos, como eu, aplaudíamos a arte sua
com uma moedinha na cesta.
Aqui, na internet, a maior rua do mundo
tenho clientes fieis, diários, devem gostar do que faço
não deixam é moedinhas... dinheirinho para comprar os feijões
sim, que isto de viver da poesia é só ilusões
tenho pensado nisto, pensado nos leitores, pensado só cá com meus botões
hoje, não quero escrever poesia, escrevo-vos reclamações.
Joaquim Marques
escreva eu com mais ou menos mestria
isto não dá, nem para comer...
hoje, na rua Augusta, a descer
do Rossio ao terreiro do Paço
fiz três paragens a ver três artistas de rua
muitos transeuntes, alguns nem abrandavam o passo
mas muitos, como eu, aplaudíamos a arte sua
com uma moedinha na cesta.
Aqui, na internet, a maior rua do mundo
tenho clientes fieis, diários, devem gostar do que faço
não deixam é moedinhas... dinheirinho para comprar os feijões
sim, que isto de viver da poesia é só ilusões
tenho pensado nisto, pensado nos leitores, pensado só cá com meus botões
hoje, não quero escrever poesia, escrevo-vos reclamações.
Joaquim Marques
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Voltei a escrever assim
Voltei a ser igual a mim
Voltei a ser intenso
Simples e denso
A deixar correr o pensamento
Ao sabor do momento.
Emergi do meu poço profundo
Voltei a olhar o mundo
Voltei a olhar a vida
A observar-me nela esquecida
A sentir as coisas como são
Dando mais valor à minha razão.
Porque se na minha vida
Se adensa esta certeza
De que nada, mesmo nada
É mais forte que o meu querer
E contra isso ninguém me pode vencer
Então decidi não mais abdicar
De mim e da minha forma de estar
Por mais importante que seja o sentimento
De ontem, de hoje, de um qualquer futuro momento.
Joaquim Marques
Voltei a ser igual a mim
Voltei a ser intenso
Simples e denso
A deixar correr o pensamento
Ao sabor do momento.
Emergi do meu poço profundo
Voltei a olhar o mundo
Voltei a olhar a vida
A observar-me nela esquecida
A sentir as coisas como são
Dando mais valor à minha razão.
Porque se na minha vida
Se adensa esta certeza
De que nada, mesmo nada
É mais forte que o meu querer
E contra isso ninguém me pode vencer
Então decidi não mais abdicar
De mim e da minha forma de estar
Por mais importante que seja o sentimento
De ontem, de hoje, de um qualquer futuro momento.
Joaquim Marques
domingo, 18 de dezembro de 2011
Oração
Que Deus me perdoe
E me ajude a valer
Neste esforço que não consigo
Da morte vir a suster.
Tem piedade dos Homens
Senhor
e de mim que Te concebo
Fonte de amor.
Auxilia sempre
Sem cessar
Senhor,
Auxilia-me sempre
Na forma do meu chorar.
Porque eu choro em mim
Aquilo que não sei,
Nem saberei
A fonte deste pensar ruim.
Joaquim Marques
E me ajude a valer
Neste esforço que não consigo
Da morte vir a suster.
Tem piedade dos Homens
Senhor
e de mim que Te concebo
Fonte de amor.
Auxilia sempre
Sem cessar
Senhor,
Auxilia-me sempre
Na forma do meu chorar.
Porque eu choro em mim
Aquilo que não sei,
Nem saberei
A fonte deste pensar ruim.
Joaquim Marques
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