Já te perdi
Apesar de nunca te ter tido
Tu és um sonho que vivi
Um amor que em outra vida não ficou esquecido.
Cruzámo-nos, encantámo-nos
Vivemos o idílico
Momentos breves, espaçados
Intensos, inesperados
Mas os comboios das nossas vidas
Seguem em direcções opostas.
Retenho de ti o teu olhar
O teu sorriso, o teu cheiro ao te abraçar
Eternamente gostarei de ti só por gostar
Sem nada te pedir, sem nada te cobrar.
Boa viagem meu amor
Dá atenção ao teu petiz
E nesta vida serás muito feliz.
Joaquim Marques
sábado, 21 de julho de 2007
Salvé 21 de Julho de 2007
O tempo passa...
Um dia destes fui pai
De uma menina muito pequenina
E só nessa altura reparei
No tamanho da palma da minha mão
Enorme, trémula,
Parecia que por ali me saltava o coração.
Depois foi regredindo
Pouco a pouco
Com o passar dos dias
Dos anos, das incertezas, das alegrias
Encolheu como a fibra de algodão
E hoje já não treme a minha mão
Está mais forte, mais rija e consistente
Porque já não és uma menina pequenina
Tornaste-te uma mulher surpreendente
Perspicaz, inteligente
Dona de ti, do teu futuro.
Foram precisos dezoito anos volver
Para a minha mão deixar de tremer.
Joaquim Marques
Um dia destes fui pai
De uma menina muito pequenina
E só nessa altura reparei
No tamanho da palma da minha mão
Enorme, trémula,
Parecia que por ali me saltava o coração.
Depois foi regredindo
Pouco a pouco
Com o passar dos dias
Dos anos, das incertezas, das alegrias
Encolheu como a fibra de algodão
E hoje já não treme a minha mão
Está mais forte, mais rija e consistente
Porque já não és uma menina pequenina
Tornaste-te uma mulher surpreendente
Perspicaz, inteligente
Dona de ti, do teu futuro.
Foram precisos dezoito anos volver
Para a minha mão deixar de tremer.
Joaquim Marques
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Tu pedes-me um minuto
E eu dou-te o tempo da minha vida.
E darei eternamente
Mesmo que só em memórias
Eu esteja presente.
Não tenhas pressa
Faz o que tens a fazer
E regressa
Eu estarei sempre aqui.
Há muitas vidas que te perdi
E agora ao te reencontrar
Nunca mais te vou largar.
Vá, faz o que tens a fazer
Arranja-te a condizer
De mão dada vou-te levar
Aos jardins do Paraíso
É para lá que vamos viver
Onde o tempo do nosso querer
Tem milhões de minutos para oferecer.
Joaquim Marques
E eu dou-te o tempo da minha vida.
E darei eternamente
Mesmo que só em memórias
Eu esteja presente.
Não tenhas pressa
Faz o que tens a fazer
E regressa
Eu estarei sempre aqui.
Há muitas vidas que te perdi
E agora ao te reencontrar
Nunca mais te vou largar.
Vá, faz o que tens a fazer
Arranja-te a condizer
De mão dada vou-te levar
Aos jardins do Paraíso
É para lá que vamos viver
Onde o tempo do nosso querer
Tem milhões de minutos para oferecer.
Joaquim Marques
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Estou perdido!
Perdido nesta selva de pensamentos inglórios
Do passado que me pertence,
Presente, sempre,
Na hora amarga
Da retrospectiva profunda.
Perdido de esperança
Que não conheço e alimento
Com ingénuo viver.
Que pensam os outros
Do meu pensar
Quando perdido a chorar
Aperto a dor que não cessa?
Sou assim:
Perdido e a chorar
A existência conseguida
Nesta vala de sangue e de dor
Do passado,
Neste presente perdido.
Joaquim Marques
Perdido nesta selva de pensamentos inglórios
Do passado que me pertence,
Presente, sempre,
Na hora amarga
Da retrospectiva profunda.
Perdido de esperança
Que não conheço e alimento
Com ingénuo viver.
Que pensam os outros
Do meu pensar
Quando perdido a chorar
Aperto a dor que não cessa?
Sou assim:
Perdido e a chorar
A existência conseguida
Nesta vala de sangue e de dor
Do passado,
Neste presente perdido.
Joaquim Marques
sábado, 14 de julho de 2007
Cheguei a casa já passava das oito
Arrumei as compras
Deixei a salada e os filetes ali de lado
Não liguei a televisão
Coloquei dois panos individuais novos
Branco pérola
Os pratos da mesma cor e os talheres
Os copos de cristal e os guardanapos
Estava a mesa posta para nós os dois.
Temperei a salada naquela saladeira de cristal
O pão fresco na cesta
Servi no meu prato os filetes
Abri uma garrafa de vinho branco seco
E jantei sozinho contigo
Em silêncio, em harmonia
E decidi de agora em diante assim fazer
Todos os dias
Como hoje
Em que só estiveste presente no meu pensamento.
E assim em paz
Tranquilamente farei o meu luto.
Joaquim Marques
Arrumei as compras
Deixei a salada e os filetes ali de lado
Não liguei a televisão
Coloquei dois panos individuais novos
Branco pérola
Os pratos da mesma cor e os talheres
Os copos de cristal e os guardanapos
Estava a mesa posta para nós os dois.
Temperei a salada naquela saladeira de cristal
O pão fresco na cesta
Servi no meu prato os filetes
Abri uma garrafa de vinho branco seco
E jantei sozinho contigo
Em silêncio, em harmonia
E decidi de agora em diante assim fazer
Todos os dias
Como hoje
Em que só estiveste presente no meu pensamento.
E assim em paz
Tranquilamente farei o meu luto.
Joaquim Marques
terça-feira, 10 de julho de 2007
Agradecimento
Em 4 meses de experiência blogueira
publiquei 156 escritos
recebi 360 comentários de leitores amigos
alguns (poucos) de menos amigos que recusei
visitaram-me no blog 4980 vezes
visitantes oriundos de 20 países diferentes.
Então não me resta mais que
AGRADECER com um BEM HAJA especial
e prometer-vos voltar a publicar brevemente.
Joaquim Marques
publiquei 156 escritos
recebi 360 comentários de leitores amigos
alguns (poucos) de menos amigos que recusei
visitaram-me no blog 4980 vezes
visitantes oriundos de 20 países diferentes.
Então não me resta mais que
AGRADECER com um BEM HAJA especial
e prometer-vos voltar a publicar brevemente.
Joaquim Marques
quarta-feira, 4 de julho de 2007
INTERVALO
De 2007-03-04
A 2007-07-04
Todos os dias
Foi muito barulho
Agora
O silêncio
Finalmente, o silêncio
Preciso tanto dele para me voltar a ouvir.
Até a um dia destes
Espero que entendas.
Joaquim Marques
A 2007-07-04
Todos os dias
Foi muito barulho
Agora
O silêncio
Finalmente, o silêncio
Preciso tanto dele para me voltar a ouvir.
Até a um dia destes
Espero que entendas.
Joaquim Marques
terça-feira, 3 de julho de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Preguei uma partida a mim mesmo
Uma mentirinha muito pequenina...
Não havendo mais nenhum ser por perto
Pus-me à frente do espelho
E perguntei àquele ser parecido comigo,
Seria eu por certo,
Se era a vista direita que eu apontava
E apontei para a vista seleccionada
E ele, naquele ar altivo, imitador de convicção reputada
Apontou para a vista errada
A esquerda não tinha sido a seleccionada.
Quis-me enganar...
Pedi-lhe então que esperasse ali por mim
E dei meia volta
Saí da frente do espelho.
E nunca mais lá voltei.
O coitado ainda lá deve estar à minha espera.
Joaquim Marques
Uma mentirinha muito pequenina...
Não havendo mais nenhum ser por perto
Pus-me à frente do espelho
E perguntei àquele ser parecido comigo,
Seria eu por certo,
Se era a vista direita que eu apontava
E apontei para a vista seleccionada
E ele, naquele ar altivo, imitador de convicção reputada
Apontou para a vista errada
A esquerda não tinha sido a seleccionada.
Quis-me enganar...
Pedi-lhe então que esperasse ali por mim
E dei meia volta
Saí da frente do espelho.
E nunca mais lá voltei.
O coitado ainda lá deve estar à minha espera.
Joaquim Marques
domingo, 1 de julho de 2007
Já estamos em Julho
já estou na minha recta final
é a ultima volta ao anfiteatro
desta maratona
há muito iniciada.
Iniciei-a confiante
passo a passo, quilómetros galgados
quase fui abaixo, quase esmoreci
vi-os cair, desistir, abandonar
senti as mesmas dores, maiores angústias
duvidei dos incentivos
mas nunca duvidei de mim
e agora olho para trás
como fazem os vencedores
e solitário sorrio, aceno, dou pulos
aceito os aplausos dos anónimos vibrantes
já só me faltam estes últimos metros
e sinto nas pernas do meu querer
forças para outras maratonas vencer.
No entanto choro.
É triste esta minha alegria fugaz
porque não planeei estar só na vitória.
01 de Julho de 2007
Joaquim Marques
já estou na minha recta final
é a ultima volta ao anfiteatro
desta maratona
há muito iniciada.
Iniciei-a confiante
passo a passo, quilómetros galgados
quase fui abaixo, quase esmoreci
vi-os cair, desistir, abandonar
senti as mesmas dores, maiores angústias
duvidei dos incentivos
mas nunca duvidei de mim
e agora olho para trás
como fazem os vencedores
e solitário sorrio, aceno, dou pulos
aceito os aplausos dos anónimos vibrantes
já só me faltam estes últimos metros
e sinto nas pernas do meu querer
forças para outras maratonas vencer.
No entanto choro.
É triste esta minha alegria fugaz
porque não planeei estar só na vitória.
01 de Julho de 2007
Joaquim Marques
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