Concretamente não me importo com nada.
Genericamente importo-me com tudo.
Contudo
O tudo
Contido em mim
Não importa a ninguém.
Joaquim Marques AC
sábado, 6 de abril de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
sábado, 29 de dezembro de 2018
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Vais e vens
Há um frio que me aquece
E uma secura que te humedece
Sempre que há de tudo, nada se esquece
Fui a não sei onde, donde
Voltei sem ter ido
Ao teu encontro, ao meu jazigo
Tudo ficou na mesma
A mesma ficou comigo.
Serei teu porque de mais ninguém quis ter sido.
Boa noite, serena o espírito
Há muito de nós dois no ter vindo e ido
Como se me segredasses ao ouvido
Depois de no teu regaço ter adormecido:
"Vais e de mim não sais"
Joaquim Marques AC
E uma secura que te humedece
Sempre que há de tudo, nada se esquece
Fui a não sei onde, donde
Voltei sem ter ido
Ao teu encontro, ao meu jazigo
Tudo ficou na mesma
A mesma ficou comigo.
Serei teu porque de mais ninguém quis ter sido.
Boa noite, serena o espírito
Há muito de nós dois no ter vindo e ido
Como se me segredasses ao ouvido
Depois de no teu regaço ter adormecido:
"Vais e de mim não sais"
Joaquim Marques AC
domingo, 11 de novembro de 2018
sábado, 10 de novembro de 2018
Devaneios
Quando esta noite ao deitar
Cansada, estafada, os olhos a lacrimejar
Ciente de que um doente não é quem te vai curar
E perderes o sono, como um animal se perde do dono
Sem trela, livre dela e preza fácil da liberdade
Presa também à facilidade
De virar para o lado, de esquecer-te do passado
E mesmo assim, nessa insonia momentânea
Nessa lava subterrânea que te aquece
Pensas sempre e só em mim
No antes e no depois de mim
No que virá quando juntos por fim
Lado a lado transformarmos o futuro em passado...
Descobrirás que a falta de sono é um indispensável adorno
Para que o Futuro a dois seja o Presente!
Joaquim Marques AC
Cansada, estafada, os olhos a lacrimejar
Ciente de que um doente não é quem te vai curar
E perderes o sono, como um animal se perde do dono
Sem trela, livre dela e preza fácil da liberdade
Presa também à facilidade
De virar para o lado, de esquecer-te do passado
E mesmo assim, nessa insonia momentânea
Nessa lava subterrânea que te aquece
Pensas sempre e só em mim
No antes e no depois de mim
No que virá quando juntos por fim
Lado a lado transformarmos o futuro em passado...
Descobrirás que a falta de sono é um indispensável adorno
Para que o Futuro a dois seja o Presente!
Joaquim Marques AC
domingo, 30 de setembro de 2018
Olá blog
Só venho uma vez ao ano
E não venho ao engano
Tratar do meu pensar insano
Em rimas de lírica pura sem ser puritano.
Quem me lê, não se revê...
E ainda bem, meu bem!
Quando eu sozinho sou mais alguém
Fujam de mim ou fiquem à mercê.
Há dias que parecem semanas
Vidas ao avesso, tudo em pantanas
Cenários encenados de presentes no passado
Como castelos de granito trabalhado.
E aqui chegado vou-me embora
A mente está lavada e o coração nem chora...
Joaquim Marques AC
E não venho ao engano
Tratar do meu pensar insano
Em rimas de lírica pura sem ser puritano.
Quem me lê, não se revê...
E ainda bem, meu bem!
Quando eu sozinho sou mais alguém
Fujam de mim ou fiquem à mercê.
Há dias que parecem semanas
Vidas ao avesso, tudo em pantanas
Cenários encenados de presentes no passado
Como castelos de granito trabalhado.
E aqui chegado vou-me embora
A mente está lavada e o coração nem chora...
Joaquim Marques AC
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Ninguém é alguém
Ao rubro vem Outubro
E eu vou com ele, deixo-me ir
Vá lá eu entender o meu sentir
Soltar prantos de alma apertada
Se tudo o que por ti sinto é quase nada.
Veio Outubro e vim com ele
Para te ter livre de mim
Nesta lírica narrativa descuidada
Subo a escada, desço a estrada
Dou voltas ao mundo e fico rico de nada
Ter-te em mim já não é o que penso
Nem eu a mim mesmo pertenço
Tenho de ti a memória dos Outubros futuros:
Um sorriso, uma lágrima, um abraço e outro virar de página.
Joaquim Marques AC
E eu vou com ele, deixo-me ir
Vá lá eu entender o meu sentir
Soltar prantos de alma apertada
Se tudo o que por ti sinto é quase nada.
Veio Outubro e vim com ele
Para te ter livre de mim
Nesta lírica narrativa descuidada
Subo a escada, desço a estrada
Dou voltas ao mundo e fico rico de nada
Ter-te em mim já não é o que penso
Nem eu a mim mesmo pertenço
Tenho de ti a memória dos Outubros futuros:
Um sorriso, uma lágrima, um abraço e outro virar de página.
Joaquim Marques AC
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Ainda assim 5
Regressado vivo e viúvo das terras de Vera Cruz a este jardim à beira mar plantado, tendo tido tanto para fazer, desde o lazer vivido com quem me quer bem, à necessária manutenção do jardim e das paredes, à ajuda voluntária aos que voluntariamente ajudam, tudo com o dever que devoto ao prazer no fazer... ainda assim, o que mais gosto é não fazer nada!
Joaquim Marques AC
Joaquim Marques AC
domingo, 25 de junho de 2017
Incêndios
Desde o verão de 1975, que eu me lembre, todos os anos, pelos meses do verão português, quente e seco, alguns incendiários criminosos, pegam fogo à floresta e esta arde, arde, esteja limpa ou cheia de mato, arde... e arde também vinha, árvores de fruto, ardem casas e palheiros, currais e galinheiros e, desde então, arde-me a indignação de ver na televisão notícias relacionadas, comentários de especialistas, declarações de políticos a falarem de tudo, a discutirem de tudo, pior, a sugerir legislação sobre tudo. E o tempo passa! Em 1975 até 1980, apaguei, ajudei a apagar os fogos na minha aldeira beirã. Depois deixei aquelas serras de Viriato e fui respirar outros ares. Mas, todos os anos, pelas notícias, revivo a experiência de combater um incêndio, o toque a rebate do sino da igreja, as gentes a correr e a acorrer, sem bombeiros, sem meios aéreos, com ramos de giesta dominávamos o incêndio.
Hoje, no ano dezassete do século vinte e um, os incêndios dão sustento a muita gente, muita gente mesmo: desde jornalistas, repórteres de imagem, comentadores televisivos, um recente organismo público criado com centenas de empregados, a Proteção Civil... Deus nos proteja das decisões dos dirigentes da Proteção Civil!
Hoje, com a evolução natural das tecnologias de informação, com as públicas alertas feitas pela meteorologia ("amanhã e dias seguintes haverá elevado risco de incêndio nas regiões x e y") os criminosos incendiários têm a vida facilitada! Depois de atearem fogo, sentam-se no recato do seu sofá e acompanham a desorientação política e institucional, com imagens em direto, ao vivo e a cores (em 1975 a tv ainda era a preto e branco) até que o incêndio se extinga.
Em Londres ou Paris, por exemplo, ninguém pensou em encerrar as estações do metropolitano, ou os aeroportos, ou os concertos de música, para evitar que morram pessoas num atentado terrorista!
Lá, combatem os terroristas com prisões preventivas, desmantelamento de células terroristas e assim preservam o estilo de vida dos cidadãos.
Em Portugal querem acabar com a floresta, com as propriedades privadas, com o estilo de vida secular em vez de, preventivamente, combater os criminosos incendiários!
Um dia, quando eu já tiver morrido, irão descobrir o meu blogue, serei muito famoso e irão ler este escrito e, se ainda houver pinheiros e eucaliptos, começar a prender, no inverno, os incendiários do próximo verão.
Joaquim Marques AC
Hoje, no ano dezassete do século vinte e um, os incêndios dão sustento a muita gente, muita gente mesmo: desde jornalistas, repórteres de imagem, comentadores televisivos, um recente organismo público criado com centenas de empregados, a Proteção Civil... Deus nos proteja das decisões dos dirigentes da Proteção Civil!
Hoje, com a evolução natural das tecnologias de informação, com as públicas alertas feitas pela meteorologia ("amanhã e dias seguintes haverá elevado risco de incêndio nas regiões x e y") os criminosos incendiários têm a vida facilitada! Depois de atearem fogo, sentam-se no recato do seu sofá e acompanham a desorientação política e institucional, com imagens em direto, ao vivo e a cores (em 1975 a tv ainda era a preto e branco) até que o incêndio se extinga.
Em Londres ou Paris, por exemplo, ninguém pensou em encerrar as estações do metropolitano, ou os aeroportos, ou os concertos de música, para evitar que morram pessoas num atentado terrorista!
Lá, combatem os terroristas com prisões preventivas, desmantelamento de células terroristas e assim preservam o estilo de vida dos cidadãos.
Em Portugal querem acabar com a floresta, com as propriedades privadas, com o estilo de vida secular em vez de, preventivamente, combater os criminosos incendiários!
Um dia, quando eu já tiver morrido, irão descobrir o meu blogue, serei muito famoso e irão ler este escrito e, se ainda houver pinheiros e eucaliptos, começar a prender, no inverno, os incendiários do próximo verão.
Joaquim Marques AC
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