Hoje sou o que penso que quero ser
amanhã serei o que nem sei
é sendo quem sou no presente que sou dum futuro ausente
sem planos, sem muitas preocupações da mente
hoje sou mais que um amigo
e muito menos que outra coisa qualquer.
Joaquim Marques AC
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Já sei que nunca irei ter aquilo que almejei.
Já sei que sendo quem sou, só serei aquilo que sempre fui.
Não sei se serei escutado no silêncio acumulado
Deste degredo, como se fosse o meu fado
De estar só e só comigo acompanhado.
Como se reproduz em palavras o silêncio?
Não se reproduz, não se transmite e ainda bem!
Não vos quero inquietar, isso seria muito inquietante
Deus, acredito, existe em cada um de nós
E eu, não sei se vós, acredito em mim
Logo, acredito no Pai Natal, no Pai do Natal.
Muito vos agradeço os votos natalícios
Eu e o outro que mora nas minhas costas, do outro lado
Somos nós, eu e o meu contrário, que hoje vamos fritar rabanadas
E vamos comê-las, todas!
Quando eu sair do degredo não me ofereças rabanadas
Oferece-me palavras desgarradas, sem sentido
O que eu quero mesmo é ter-te a sussurrar ao ouvido
Só assim me curo do mal do silêncio.
Se a outra parte de mim fosses tu, dava-te uma cotovelada
Depois sorria ao ver-te espantada...
Meu amor, não sei quem és, mas sei que existes
Serás sempre, no meu imaginário, a mãe do natal no futuro.
Ainda bem que inventaram o futuro
É para lá que eu vou, em silêncio, mas vou!
Estou indo!
Joaquim Marques AC
Já sei que sendo quem sou, só serei aquilo que sempre fui.
Não sei se serei escutado no silêncio acumulado
Deste degredo, como se fosse o meu fado
De estar só e só comigo acompanhado.
Como se reproduz em palavras o silêncio?
Não se reproduz, não se transmite e ainda bem!
Não vos quero inquietar, isso seria muito inquietante
Deus, acredito, existe em cada um de nós
E eu, não sei se vós, acredito em mim
Logo, acredito no Pai Natal, no Pai do Natal.
Muito vos agradeço os votos natalícios
Eu e o outro que mora nas minhas costas, do outro lado
Somos nós, eu e o meu contrário, que hoje vamos fritar rabanadas
E vamos comê-las, todas!
Quando eu sair do degredo não me ofereças rabanadas
Oferece-me palavras desgarradas, sem sentido
O que eu quero mesmo é ter-te a sussurrar ao ouvido
Só assim me curo do mal do silêncio.
Se a outra parte de mim fosses tu, dava-te uma cotovelada
Depois sorria ao ver-te espantada...
Meu amor, não sei quem és, mas sei que existes
Serás sempre, no meu imaginário, a mãe do natal no futuro.
Ainda bem que inventaram o futuro
É para lá que eu vou, em silêncio, mas vou!
Estou indo!
Joaquim Marques AC
domingo, 22 de dezembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Índia, Selvagem e Única
Vozes ecoam dentro de mim para serem escutadas no Céu
são súplicas de quem necessita, muito, da protecção do teu véu
Avé Maria, Avé Maria, Avé Maria
estás agora na companhia da Senhora
mas era aqui que eu te queria
Avé Maria, Avé Maria, Avé Maria
Joaquim Marques AC
são súplicas de quem necessita, muito, da protecção do teu véu
Avé Maria, Avé Maria, Avé Maria
estás agora na companhia da Senhora
mas era aqui que eu te queria
Avé Maria, Avé Maria, Avé Maria
Joaquim Marques AC
terça-feira, 26 de novembro de 2013
ROSA VERMELHA e PASSARINHO BEIJA-FLOR
Dueto
Sim!... É “pura ficção”:
Tu és o meu beija-flor!
Sou tua rosa vermelha!
Porém, diz meu coração,
que na essência do amor,
somos da mesma centelha!...
E ai de mim, se não fosse
a minha alma cigana...
a sonhar o beijo doce
com sabor do mel da cana!
Rosa Vermelha,
Sim, somos da mesma centelha:
Somos coração partido
Experimentámos o amor sofrido.
Conheci a tua alma cigana
A sonhar o beijo doce
Com sabor a mel de cana;
Conheci-te
E adoptei-me minha mana.
Perguntarás aos anjos se saberão
As razões do coração,
O respeito que de mim emana
Quando te beijo com sabor a mel de cana,
Porque não o faço a outra flor
Que na vida encontro pelo caminho
Nesta personagem de passarinho
Que tu chamaste beija-flor.
Cativante beija-flor!...
O coração tem razões
que a razão desconhece.
Estou bebendo o licor
de fraternas efusões...
e em “meu sonhar”, floresce
a flor da pura amizade...
que às vezes, muda de cor:
é quando sente saudade!
Poeta-Irmão d’além mar!...
Tua manifestação
de respeitoso carinho,
a minha alma, engalana!...
E como é bom, registrar:
Agora, em meu coração,
tens um vitalício ninho!...
É doce ser tua mana!
De mão dada pelo caminho
Mata fechada, campo aberto
Mesmo em pleno deserto
Contigo minha flor
Cantarei como um passarinho
Cânticos de alegria sem dor
Porque agora tenho um vitalício ninho
Protegido por rosáceas telhas
Feito de pétalas vermelhas
Das tuas pétalas minha flor
Desfolhadas suavemente
Quando te beijo respeitosamente
Mata fechada, campo aberto
Mesmo em pleno deserto
Contigo minha flor
Cantarei como um passarinho
Cânticos de alegria sem dor
Porque agora tenho um vitalício ninho
Protegido por rosáceas telhas
Feito de pétalas vermelhas
Das tuas pétalas minha flor
Desfolhadas suavemente
Quando te beijo respeitosamente
Como beija um beija-flor.
Dilma Damasceno e Joaquim Marques
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Supérfluo
Há dias, como os presentes, que não quero que me leias
nem que me sintas nas palavras publicadas
nada há de mais supérfluo que as palavras que publico
há dias em que não sei fazer mais nada senão ficar a imaginar-te calada
aí, assim especada, a ler o que não consegues entender
e eu aqui calado, envergonhado por não saber escrever com alegria a dor que sinto.
Nunca irei publicar em papel, não tenho valor comercial
nem dinheiro para igualar a vaidade dos que fazem edições de autor
não me imagino a distribuir livros meus a amigos que não tenho
ou a fazer sessões de autógrafos para uma plateia vazia
prefiro, então, que me leias aqui, é mais confortável para ambos
eu não sei quem és, tu pensas que sabes quem sou.
Estamos já no século vinte e um, no ano treze em Outubro
ando triste, por nós: por mim, pelo Joaquim e por ti, que perdes tempo a ler-me aqui.
Joaquim Marques AC
nem que me sintas nas palavras publicadas
nada há de mais supérfluo que as palavras que publico
há dias em que não sei fazer mais nada senão ficar a imaginar-te calada
aí, assim especada, a ler o que não consegues entender
e eu aqui calado, envergonhado por não saber escrever com alegria a dor que sinto.
Nunca irei publicar em papel, não tenho valor comercial
nem dinheiro para igualar a vaidade dos que fazem edições de autor
não me imagino a distribuir livros meus a amigos que não tenho
ou a fazer sessões de autógrafos para uma plateia vazia
prefiro, então, que me leias aqui, é mais confortável para ambos
eu não sei quem és, tu pensas que sabes quem sou.
Estamos já no século vinte e um, no ano treze em Outubro
ando triste, por nós: por mim, pelo Joaquim e por ti, que perdes tempo a ler-me aqui.
Joaquim Marques AC
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