domingo, 12 de agosto de 2007

Fundamento a fundo
Os fundos da observação
Creio observando
O sentimento profundo
Da profanação do ser.


Joaquim Marques

sábado, 11 de agosto de 2007

Retrato

Sorriso de mão poisada
Calada de simpatia
Naquela face
Corada de sentimentos
Transparentes.

Sorriso
Fino e triste
Duma alegria diferente
E tão transparente
Como é o seu ser
Feminino –
Sorrindo de mão poisada.

Joaquim Marques

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Penso
Como quem não pensa
Pensamentos que me ocorrem.
Descorro pensando
A ideia a pensar
Que não penso acabar
No pensamento estéril.


Joaquim Marques

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Verdadeiramente insondável
A personalidade do homem
Confunde a mente
Que não existe
Na sonda do pensamento.

Joaquim Marques

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ser e não ser
Sentir ou querer saber
Pensar ou entender
Eis o mistério do ser.


Joaquim Marques

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Ainda só passaram trinta dias
E parece que já lá vão trinta décadas.
Aqui, ou o tempo passa devagar
Ou foi a nossa viagem no tempo do tempo
Em que nos fizemos transportar
Que fez ao tempo da Terra parecer andar devagar.
Por este andar,
Não te admires que a propalada eternidade
É o tempo da nossa vontade
E que a este ritmo alucinante
Fará de cada dia uma nova década
Sempre que o nosso sentir se mantenha assim constante.


Joaquim Marques

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O teu olhar é meigo
O teu sorriso é doce
A tua alma encanta
És tão bonita!
Quero ser uma borboleta
Para poisar no teu rosto
E repousar as minhas asas no teu regaço.

Joaquim Marques

domingo, 5 de agosto de 2007


Vivo-te, sinto-te, amo-te só
Esmago-me em pó
Faço do meu sentir o que ao grão faz a mó
Mói, corrói, dói e encanta, transforma-me numa balada em dó
Sustenido, quanto solto um gemido, um só
E depois suspiro fundo, inspiro todo o ar do mundo, aspiro-te o pó
Que te cobre o rosto emoldurado , porque o teu corpo que já só
Imagino fosco, entregue a outro, que te deseja sem dó
Nem piedade, exibir-te em sua vaidade, que até mete dó.
E agora só
A tua lembrança, enche-me de esperança de estar enfim só
Contigo no nosso futuro, breve, sem esta rima do ó.


Joaquim Marques

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Recordar é viver, vivendo
Vezes sem fim
Fins da vida
Vivida a cada momento que termina
Finalmente… viva!
Vivendo
A recordação das vidas vividas,
Da vida ainda por viver e recordar
Finalmente o fim que tarda.

Joaquim Marques

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

COMENTÁRIOS

Dos inúmeros comentários que foram feitos neste blog e dos que me vão continuando a chegar agora por e-mail, resolvi relê-los e publicá-los num novo blog. Nesta nova janela vou homenagear os leitores que me enviaram os seus comentários. Quer pela simpatia, pelo conteúdo, pela ousadia literária, são peças poéticas que valem por si mesmas.
Inverteram-se os papeis, agora o poeta passa a comentador dos textos recebidos. E quem quiser, e tiver coragem, e se identifique, pode neste novo blog comentar o comentário.
Vamos brincar ao jogo do rato que mordeu no gato?
Convido-os a visitar http://comentariosinteressantes.blogspot.com/.
Bem hajam todos vós leitores amigos.


Joaquim Marques