sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Recordar é viver, vivendo
Vezes sem fim
Fins da vida
Vivida a cada momento que termina
Finalmente… viva!
Vivendo
A recordação das vidas vividas,
Da vida ainda por viver e recordar
Finalmente o fim que tarda.

Joaquim Marques

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

COMENTÁRIOS

Dos inúmeros comentários que foram feitos neste blog e dos que me vão continuando a chegar agora por e-mail, resolvi relê-los e publicá-los num novo blog. Nesta nova janela vou homenagear os leitores que me enviaram os seus comentários. Quer pela simpatia, pelo conteúdo, pela ousadia literária, são peças poéticas que valem por si mesmas.
Inverteram-se os papeis, agora o poeta passa a comentador dos textos recebidos. E quem quiser, e tiver coragem, e se identifique, pode neste novo blog comentar o comentário.
Vamos brincar ao jogo do rato que mordeu no gato?
Convido-os a visitar http://comentariosinteressantes.blogspot.com/.
Bem hajam todos vós leitores amigos.


Joaquim Marques

terça-feira, 31 de julho de 2007

Aquele miradouro onde me levaste
Aquela paisagem que me mostraste
Aquela sombra onde me sentaste
Aquela brisa quando me beijaste
Aquela carícia depois que me abraçaste
Aquele cuidado com que me trataste
Aquela palavra meiga que na minha alma deixaste
Aquela pessoa que te revelaste
Aquele menino meigo em que me transformaste
Aquele teu regaço onde me deitaste
Acordou-me para a vida.

Joaquim Marques

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Aqui estou eu melancólico
Vazio de tudo, cheio de pensamentos
O coração apertado, o amor ausente
Os sonhos sonhados distantes
Uma dor que vem de dentro
Este silêncio tão diferente
Da almejada paz interior.
Meu Deus mas porquê esta dor?
E tu pedaço de papel, ecrã branco do papel virtual
Registas-me aos soluços
Palavras sem tino, vozes do meu destino
Não sou poeta, nem quero ter essa meta
Não sei porque aqui estou, nem porque a dor não passou
Há tanta bruma neste dia ensolarado
Não sei navegar por instrumentos
Não sei como se levanta voo destes tormentos
Estou assim triste, será que o amor existe?
Porque me isolo então? Porque te espero nesta solidão?
Porque me dói e eu nem sei quem és?
Porque é que depois destas linhas continuo melancólico?
Alguém me venha socorrer
Alguém livre, disponível, mas que seja do meu querer
Pois tantas podiam ser, mas só tu me fazes falta.
Só tu, somente tu. E sei que não virás.
Será sempre assim que me castigarás.
Eu sei.

Joaquim Marques

domingo, 29 de julho de 2007

Será que também sofres assim como eu?
Pergunto-me mil vezes ao dia
Quando acreditei em ti e pensei que te conhecia
Eu sabia dar-me a resposta
Agora parece que o nosso amor morreu
Fiquei com o nosso amor só meu
Tu ficaste livre do teu.
Acreditando na lei das compensações
Se eu sofro tu estás alegre
E terás as tuas razões
Que a sorte te guie
E o Sol te alumie
Talvez só assim o meu coração sossegue.

Joaquim Marques

sábado, 28 de julho de 2007

Sorrio como nunca fiz
Sorrisos de alegria
Sorrisos pela nossa empatia
Pela tua entrega, pela minha ousadia
De enfrentar o destino
De ter sofrido o que me custou
O sorrir triste que agora o vento levou
Sorrio, sorrio, sorrio
Porque não és uma quimera, uma fantasia
Sorrio tanto
De pasmo pela sorte que enfim mudou
Sorrio porque és
A pessoa que a minha alma queria
Mudaste-me o semblante
Mudaste-me a carestia
De afecto, de carinho, de amor
Com essa tua beleza interior
Com essa graça bendita
Que é o teu amor
Sorrio sempre que penso em ti
E como penso em ti a toda a hora
Sorrio até quando a minha alma chora
Pelos anos que vivi
Pela procura que fiz de ti
Pelos erros que na vida cometi.
Sorrio porque a chama voltou a acender
Sorrio porque finalmente vou-te ter
Sorrio a Deus
Esta é a minha forma de Lhe agradecer.


Joaquim Marques

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Ao meu blog

Um dia destes vou-te matar!
Ai vou vou...
Há uns tempos que te ando a avisar!
Não estás a cumprir a função para que foste criado.
Não és um diário. És um suporte electrónico onde publico os meus escritos.
Aqui publico textos com 30 anos, com 3 meses, com 3 semanas, alguns com 3 dias.
É tudo requentado.
Mas tu despertas interpretações erróneas.
Só a trabalheira que me dá ler e rejeitar cada "espécie" de comentário ( anónimo, evidentemente)...
Portanto, já sabes, encomenda a tua alma ao criador...

Joaquim Marques
Mostrei-te o meu primeiro escrito
Manuscrito
Continuo há trinta anos aqui
Esperando por ti
Só tu és merecedora
Desta espera, desta minha opção
De te amar na solidão.

Joaquim Marques

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Ontem à tardinha, era quase anoitecer
Aconteceu-me algo inesperado
Algo que só nos cinemas vi acontecer
O sol voltou a nascer
E eu, um menino de olhar esbugalhado
Deixei-me envolver
Por aquela luz, por aquele alvorecer
Iluminou-me tanto, tão intensamente
Abraçou-me, beijou-me, tocou a minha alma levemente
Que eu fiquei paralisado
Incrédulo pelo prazer oferecido
Pela surpresa inusitada, pelo sentimento querido
Saboreando aquele momento intenso
Aquele poder imenso
Que só aos astros é atribuído.
O sol da minha vida veio-me visitar
De fugida, sem eu esperar.

Joaquim Marques

terça-feira, 24 de julho de 2007

Dizem os meus amigos
Que eu sou um bom cozinheiro
Mas não sou
Sou antes um trampolineiro
Um guloso inveterado
Só me dedico à culinária
Quando a minha fome é também gregária
Nessa altura gosto de reinventar o sabor já experimentado
Dando-lhe algo de me mim, da minha arte
Algo que sempre confecciono à parte
Da minha obrigação habitual
Para depois lhes oferecer em salvas de prata
Um cozinhado especial
Como se fosse um poema da minha nata.

Joaquim Marques