Suspiros
Suspiros de fugida
Suspiros de saída
Das emoções mais recônditas
Que preocupam o sentimento
De quem pensa
Para além daquilo que queria
Joaquim Marques
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Há alturas
Em que me embebedo
Em pensamentos
Sucessivos e diferentes
E ricos de uma mística própria.
Então,
Quando dou por mim
Esboço um sorriso leve
E sinto-me solto e suspenso
Por entre forças diferentes
Que me suportam nesse momento.
Não sei fazer análises críticas
A estes curtos momentos.
Abandono-me a mim mesmo
E acontece a observação
Sobre o que de mim desconheço.
Gosto destes momentos raros
Em que me aprendo
Sem nunca encontrar a definição
Do meu ser a evoluir.
Joaquim Marques
Em que me embebedo
Em pensamentos
Sucessivos e diferentes
E ricos de uma mística própria.
Então,
Quando dou por mim
Esboço um sorriso leve
E sinto-me solto e suspenso
Por entre forças diferentes
Que me suportam nesse momento.
Não sei fazer análises críticas
A estes curtos momentos.
Abandono-me a mim mesmo
E acontece a observação
Sobre o que de mim desconheço.
Gosto destes momentos raros
Em que me aprendo
Sem nunca encontrar a definição
Do meu ser a evoluir.
Joaquim Marques
quinta-feira, 19 de abril de 2007
( J.M. faz-me um poema! )
Retratos
Pacatos:
Plurais de situações abstractas
Quando invento e não penso
E não sou dono dos meus actos.
Faço-os pacatos
Como a cor do amendoim
E esqueço-os
De conteúdo
Que diga só respeito a mim.
São retratos
Vozes da caneta e do momento
E dos pedidos que assento
Nalguns lugares
Chatos.
Joaquim Marques
Retratos
Pacatos:
Plurais de situações abstractas
Quando invento e não penso
E não sou dono dos meus actos.
Faço-os pacatos
Como a cor do amendoim
E esqueço-os
De conteúdo
Que diga só respeito a mim.
São retratos
Vozes da caneta e do momento
E dos pedidos que assento
Nalguns lugares
Chatos.
Joaquim Marques
quarta-feira, 18 de abril de 2007
terça-feira, 17 de abril de 2007
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Um café ruidoso
É uma forma agradável
De nos sentirmos nós
Numa mesa vazia e suspensa
Dum silêncio sempre igual.
Faz-se nestas alturas
Um jogo
De mestres da sedução pelo olhar
Atento e cativante
Mas discreto.
Há então, por vezes, pausas
De ruídos e conversas
E dos dois ao mesmo tempo
E os olhares cruzam-se em pensamento
E a nossa mesa vazia
Enche-se de muralhas da indiferença
Tão carregadas de ingenuidade
De quem quer dar nas vistas
Marginalizando-se aos olhares:
É a discrição que utiliza a indiferença
E rege as regras do jogo.
E este que é amoroso
Repete-se desde milénios
Sempre que a vontade de agradar
Regeu a discrição
E esta a indiferença
E tudo numa representação imaginária
De complicar o que é simples
Dando-lhe sabor.
Há destes momentos pacatos
Em cafés ruidosos.
Joaquim Marques
É uma forma agradável
De nos sentirmos nós
Numa mesa vazia e suspensa
Dum silêncio sempre igual.
Faz-se nestas alturas
Um jogo
De mestres da sedução pelo olhar
Atento e cativante
Mas discreto.
Há então, por vezes, pausas
De ruídos e conversas
E dos dois ao mesmo tempo
E os olhares cruzam-se em pensamento
E a nossa mesa vazia
Enche-se de muralhas da indiferença
Tão carregadas de ingenuidade
De quem quer dar nas vistas
Marginalizando-se aos olhares:
É a discrição que utiliza a indiferença
E rege as regras do jogo.
E este que é amoroso
Repete-se desde milénios
Sempre que a vontade de agradar
Regeu a discrição
E esta a indiferença
E tudo numa representação imaginária
De complicar o que é simples
Dando-lhe sabor.
Há destes momentos pacatos
Em cafés ruidosos.
Joaquim Marques
domingo, 15 de abril de 2007
sábado, 14 de abril de 2007
sexta-feira, 13 de abril de 2007
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