terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Isto não é um poema

É um desabafo da alma

É pena! E é escrito para tu leres com calma

Pena têm as galinhas e é porque não ciscam no mar

Senão seriam como as sardinhas, escamadas

E afinal o que é que tu queres?

Dizes-te diferente das outras mulheres

Gostas da minha aparência, talvez da minha essência...

Mas se eu voltasse a ter um Mercedes

Um Jeep, uma piscina no meu jardim

Te levasse a passear, a jantar, enfim...

Gostarias ainda mais de mim!

Vai-te catar!

Eu gosto de ti por seres pobre de espírito

É um desafio! É gostar por gostar!

Eu valho mais por te querer conquistar, fazer-te ver para além do horizonte, que há mais vida por trás do monte, ou do mar, ou do ruído de um motor dum carro a andar.

Tu vales pouco mais do que nada

E quem nada é a sardinha

Que morre afogada no ar

Ao contrário da galinha que não se afoga porque sabe voar.


Joaquim Marques AC




quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Faz-me falta a humanidade, uma pessoa não!

Joaquim Marques AC

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Gosto tanto de te amar devagar
Devagarinho tanto, tantinho
Amar-te eu gosto
E que seja assim todo mês de Agosto
Em que o amor da alma vence sempre o desgosto.

Joaquim Marques AC

segunda-feira, 20 de julho de 2020



Por favor, alguém me explique:
(devagarinho, como se eu fosse muito burro)

Se em 1950 a população mundial era de 2,5 bilhões de almas;

Se no início do século XXI somos 7,00 bilhões de seres humanos;

Se, como dizem, cada ser humano tem uma alma;

Se, como dizem os que acreditam na reencarnação, muitas almas voltam à Terra para cumprir um desígnio;

As almas também se reproduzem?
De onde vieram mais 4,50 bilhões de almas desde 1950 até agora?
Ou há seres humanos sem alma?


Joaquim Marques


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Cinco da manhã

São cinco da manhã
Todos os dias a esta hora
Seja lá onde você mora
Serão cinco da manhã
Nalgum lugar já é dia
Noutro, o Sol ainda não nascia
Nas cidades e nos campos é já uma correria
E o noctívago, vais saber dele, com sono
Às cinco da manhã finalmente adormecia
Hoje, às cinco da manhã, nem Tu, nem o dia
Vale-me a Lua, cheia, luzidia.


Joaquim Marques AC

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Quando do pouco faço muito
E desse muito uma festa
Sempre que te abraço e beijo a testa
Degusto-te com cuidado
Em sonhos, quando estou acordado
Às vezes levemente
Outras vezes até ficar saciado.


Joaquim Marques AC

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Próxima!

Porquê?
Ora porquê!
Porque para viver sozinho
Almoçar e jantar sozinho
Dormir sozinho
Fazer amor sozinho
Não é preciso ter uma namorada formal!
Percebeste, ó anormal?!


Joaquim Marques AC

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A espera que desespera
Por quem te espera
Desde longe, noutra Era
Já era!

Joaquim Marques AC

sábado, 10 de agosto de 2019

Escuta, Maria
Amanhã é outro dia!

...

O resto imagina
Uma vez, outra vez
Mais uma, talvez!


Joaquim Marques AC
Nasci antes do tempo
Mas ainda a tempo
De saborear a brisa e o vento
De enfrentar a  tempestade
E aprender a ter saudade
Da ternura e do momento
Da meiguice e do alento
Que semeaste no meu pensamento.


Joaquim Marques AC