Gosto tanto de te amar devagar
Devagarinho tanto, tantinho
Amar-te eu gosto
E que seja assim todo mês de Agosto
Em que o amor da alma vence sempre o desgosto.
Joaquim Marques AC
segunda-feira, 20 de julho de 2020
Por favor, alguém me explique:
(devagarinho, como se eu fosse muito burro)
Se em 1950 a população mundial era de 2,5 bilhões de almas;
Se no início do século XXI somos 7,00 bilhões de seres humanos;
Se, como dizem, cada ser humano tem uma alma;
Se, como dizem os que acreditam na reencarnação, muitas almas voltam à Terra para cumprir um desígnio;
As almas também se reproduzem?
De onde vieram mais 4,50 bilhões de almas desde 1950 até agora?
São cinco da manhã
Todos os dias a esta hora
Seja lá onde você mora
Serão cinco da manhã
Nalgum lugar já é dia
Noutro, o Sol ainda não nascia
Nas cidades e nos campos é já uma correria
E o noctívago, vais saber dele, com sono
Às cinco da manhã finalmente adormecia
Hoje, às cinco da manhã, nem Tu, nem o dia
Vale-me a Lua, cheia, luzidia.
Joaquim Marques AC
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Quando do pouco faço muito
E desse muito uma festa
Sempre que te abraço e beijo a testa
Degusto-te com cuidado
Em sonhos, quando estou acordado
Às vezes levemente
Outras vezes até ficar saciado.
Porquê?
Ora porquê!
Porque para viver sozinho
Almoçar e jantar sozinho
Dormir sozinho
Fazer amor sozinho
Não é preciso ter uma namorada formal!
Percebeste, ó anormal?!
Joaquim Marques AC
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
A espera que desespera
Por quem te espera
Desde longe, noutra Era
Já era!
Joaquim Marques AC
sábado, 10 de agosto de 2019
Escuta, Maria
Amanhã é outro dia!
...
O resto imagina
Uma vez, outra vez
Mais uma, talvez!
Joaquim Marques AC
Nasci antes do tempo
Mas ainda a tempo
De saborear a brisa e o vento
De enfrentar a tempestade
E aprender a ter saudade
Da ternura e do momento
Da meiguice e do alento
Que semeaste no meu pensamento.
Joaquim Marques AC
domingo, 7 de julho de 2019
Andei por aí, pelo mundo
A aprender sozinho
Se me tivessem ensinado
Teria sido mais fácil o caminho
É a ternura que nos prende ao ninho
É a falta dela que torna a vida um desalinho
Uma busca, uma missão
Como um cão à procura do dono
Sem trela, fugindo do abandono.
Com a legítima autoridade de quem os criou, concedo aqui a liberdade aos "escritos" que um dia foram só meus. Daqui saltarão de mão em mão e ganharão outras interpretações, outras vidas. Serão lidos e relidos ou esquecidos. Serão amados ou odiados, apreciados ou humilhados. Suscitarão, em cada mão visitada, as mais diversas emoções, todas as contradições de que é composto o ser humano.