Desde o verão de 1975, que eu me lembre, todos os anos, pelos meses do verão português, quente e seco, alguns incendiários criminosos, pegam fogo à floresta e esta arde, arde, esteja limpa ou cheia de mato, arde... e arde também vinha, árvores de fruto, ardem casas e palheiros, currais e galinheiros e, desde então, arde-me a indignação de ver na televisão notícias relacionadas, comentários de especialistas, declarações de políticos a falarem de tudo, a discutirem de tudo, pior, a sugerir legislação sobre tudo. E o tempo passa! Em 1975 até 1980, apaguei, ajudei a apagar os fogos na minha aldeira beirã. Depois deixei aquelas serras de Viriato e fui respirar outros ares. Mas, todos os anos, pelas notícias, revivo a experiência de combater um incêndio, o toque a rebate do sino da igreja, as gentes a correr e a acorrer, sem bombeiros, sem meios aéreos, com ramos de giesta dominávamos o incêndio.
Hoje, no ano dezassete do século vinte e um, os incêndios dão sustento a muita gente, muita gente mesmo: desde jornalistas, repórteres de imagem, comentadores televisivos, um recente organismo público criado com centenas de empregados, a Proteção Civil... Deus nos proteja das decisões dos dirigentes da Proteção Civil!
Hoje, com a evolução natural das tecnologias de informação, com as públicas alertas feitas pela meteorologia ("amanhã e dias seguintes haverá elevado risco de incêndio nas regiões x e y") os criminosos incendiários têm a vida facilitada! Depois de atearem fogo, sentam-se no recato do seu sofá e acompanham a desorientação política e institucional, com imagens em direto, ao vivo e a cores (em 1975 a tv ainda era a preto e branco) até que o incêndio se extinga.
Em Londres ou Paris, por exemplo, ninguém pensou em encerrar as estações do metropolitano, ou os aeroportos, ou os concertos de música, para evitar que morram pessoas num atentado terrorista!
Lá, combatem os terroristas com prisões preventivas, desmantelamento de células terroristas e assim preservam o estilo de vida dos cidadãos.
Em Portugal querem acabar com a floresta, com as propriedades privadas, com o estilo de vida secular em vez de, preventivamente, combater os criminosos incendiários!
Um dia, quando eu já tiver morrido, irão descobrir o meu blogue, serei muito famoso e irão ler este escrito e, se ainda houver pinheiros e eucaliptos, começar a prender, no inverno, os incendiários do próximo verão.
Joaquim Marques AC
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Ainda assim 4
Nada nem ninguém é mais forte que o meu querer!
Ainda assim, a gula não me deixa emagrecer...
Joaquim Marques AC
Ainda assim, a gula não me deixa emagrecer...
Joaquim Marques AC
sábado, 29 de abril de 2017
A Primavera, o cio, o pólen e as ferohormonas
Existem por aí uns seres vivos que insistem em dizer que eu sou um bom partido.
Eu preferia ser considerado um bom inteiro!
Joaquim Marques AC
Eu preferia ser considerado um bom inteiro!
Joaquim Marques AC
segunda-feira, 20 de março de 2017
domingo, 29 de janeiro de 2017
Idiota
Haja pão e haja vinho
Haja vontade de dar um passo
De dar mais outros, a compasso
Irei até ti sem ter que sair daqui.
Corres muito quando te escondes
Nesse teu refúgio carcerário
E a corrida que te cansa e amansa
Deixa-te prostada e à minha mercê.
Sou o aranhiço que te teceu a teia
Um falso confiável desinteressado
Que te aprisiona o pensamento
Nestes passos interesseiros de te ter.
Hoje está um dia cinzento e frio
Amanhã sabe-se lá como estará o tempo
Tenho a alma confortada pela tua presença
Fisicamente distante
Mas presa e presente no meu confortável pensar.
Sou um idiota e lamento-me por isso.
Joaquim Marques AC
Haja vontade de dar um passo
De dar mais outros, a compasso
Irei até ti sem ter que sair daqui.
Corres muito quando te escondes
Nesse teu refúgio carcerário
E a corrida que te cansa e amansa
Deixa-te prostada e à minha mercê.
Sou o aranhiço que te teceu a teia
Um falso confiável desinteressado
Que te aprisiona o pensamento
Nestes passos interesseiros de te ter.
Hoje está um dia cinzento e frio
Amanhã sabe-se lá como estará o tempo
Tenho a alma confortada pela tua presença
Fisicamente distante
Mas presa e presente no meu confortável pensar.
Sou um idiota e lamento-me por isso.
Joaquim Marques AC
sábado, 31 de dezembro de 2016
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Ainda assim 2
Sou um andarilho, gosto de viajar, conheço quatro Continentes e já morei em três, ainda assim o que mais gosto é de ficar em casa.
Joaquim Marques AC
Joaquim Marques AC
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Ainda assim 1
Estou muito feliz por estar aqui, ainda assim estou mais feliz por não estar aí.
Joaquim Marques AC
Joaquim Marques AC
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Nunca tirámos uma selfie
Nem nunca nos olhámos ao espelho, juntos
Nunca nos vimos juntos e invertidos
Claro! nunca estivemos juntos
Mas conhemo-nos bem, eu conheço-te bem
Mas não te conheço invertida
Triste e divertida, conheço
Só não conheço a tua voz
A seis de Janeiro vou pedir à Lua
Que até cinco meses após
Eu possa ter uma selfie tua.
Joaquim Marques AC
Nem nunca nos olhámos ao espelho, juntos
Nunca nos vimos juntos e invertidos
Claro! nunca estivemos juntos
Mas conhemo-nos bem, eu conheço-te bem
Mas não te conheço invertida
Triste e divertida, conheço
Só não conheço a tua voz
A seis de Janeiro vou pedir à Lua
Que até cinco meses após
Eu possa ter uma selfie tua.
Joaquim Marques AC
domingo, 11 de dezembro de 2016
Longo já vai o dia
Já é meio dia e eu nem sabia
Estou com fome e sede de matar
Esfolar, amanhar, temperar
E finalmente cozinhar
A maldita nostalgia.
Se me der desinteria?
Faço como todo mundo faria
Muita águinha, aqui e acolá uma mezinha
E toca a ir dormir descansado
Virar-me para o outro lado
Que amanhã será um novo dia.
Joaquim Marques AC
Já é meio dia e eu nem sabia
Estou com fome e sede de matar
Esfolar, amanhar, temperar
E finalmente cozinhar
A maldita nostalgia.
Se me der desinteria?
Faço como todo mundo faria
Muita águinha, aqui e acolá uma mezinha
E toca a ir dormir descansado
Virar-me para o outro lado
Que amanhã será um novo dia.
Joaquim Marques AC
Subscrever:
Mensagens (Atom)

