quem ama
cuida
quem se descuida
não mama
diz a ama a quem mama.
Joaquim Marques AC
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
És nobre e tens a alma pobre
Antes fosses pobre com a alma nobre...
Se nobre rima com pobre
se pobre é sinal de penúria
e nobre de luxúria
porque é que se diz ter a alma nobre
o pobre que dá tudo o que tem
ficando sem vintém?
Já o nobre, que a dar tem desdém
dizem-lhe que tem a alma pobre.
Pobre do coitado que tem alma nobre
sendo que tem mesmo é alma de pobre
porque quem dá tudo o que tem nunca chega a nobre
ou se foi nobre e ficou na penúria
por partilhar a sua luxúria
contenta-se por ser um novo pobre mas, com alma nobre
e para voltar a ser nobre tem que ter alma pobre...
Joaquim Marques AC
Antes fosses pobre com a alma nobre...
Se nobre rima com pobre
se pobre é sinal de penúria
e nobre de luxúria
porque é que se diz ter a alma nobre
o pobre que dá tudo o que tem
ficando sem vintém?
Já o nobre, que a dar tem desdém
dizem-lhe que tem a alma pobre.
Pobre do coitado que tem alma nobre
sendo que tem mesmo é alma de pobre
porque quem dá tudo o que tem nunca chega a nobre
ou se foi nobre e ficou na penúria
por partilhar a sua luxúria
contenta-se por ser um novo pobre mas, com alma nobre
e para voltar a ser nobre tem que ter alma pobre...
Joaquim Marques AC
domingo, 4 de dezembro de 2011
A caminho de Rico
Porque é que para se chegar
A Rico
Tem que se passar por
Pobre?
Ora, ora!!
Eu sonho ver Pobre riscada do mapa.
Tanta curva,
Um transito caótico,
Imensa gente,
Sinais vermelhos que nunca abrem,
Proibições por todo o lado,
Tanto olhar triste, e
Quem canta é porque seu mal espanta!
Que stress!
Sabes amigo,
Enquanto atravesso Pobre
Reparei
Que alguns habitantes de Rico vivem aqui.
Poucos, mas há,
Devem ser eles quem gere este caos!
Bom,
Vou seguir viagem,
Estou atrasado,
Em Rico
Tenho casa e amigos à minha espera.
Vou viver lá o resto da eternidade!
Joaquim Marques
A Rico
Tem que se passar por
Pobre?
Ora, ora!!
Eu sonho ver Pobre riscada do mapa.
Tanta curva,
Um transito caótico,
Imensa gente,
Sinais vermelhos que nunca abrem,
Proibições por todo o lado,
Tanto olhar triste, e
Quem canta é porque seu mal espanta!
Que stress!
Sabes amigo,
Enquanto atravesso Pobre
Reparei
Que alguns habitantes de Rico vivem aqui.
Poucos, mas há,
Devem ser eles quem gere este caos!
Bom,
Vou seguir viagem,
Estou atrasado,
Em Rico
Tenho casa e amigos à minha espera.
Vou viver lá o resto da eternidade!
Joaquim Marques
sábado, 3 de dezembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A Sorte
A sorte não se conquista
o que se conquista já existe
a sorte é um despiste
do azar descontrolado nos caminhos da existência
que só se suporta com muita paciência
persistência, autoconfiança e indiferença.
o que se conquista já existe
a sorte é um despiste
do azar descontrolado nos caminhos da existência
que só se suporta com muita paciência
persistência, autoconfiança e indiferença.
Joaquim Marques A C
sábado, 1 de outubro de 2011
E se, de repente, eu fosse ao teu encontro
mergulhasse no teu vazio
sem fato espacial de protecção
com uma chave chinesa na mão
reparasse o dano que te foi causado
pelo raio cósmico da indiferença
que emanou do teu sol, agora apagado?
Davas-me um beijo?
Era, só esse, o meu desejo
tornar-te operacional
recuperar-te as funcionalidades
reposicionar-te noutra órbita
sendo satélite de mim, uma espécie de Lua
sem lado escuro, reluzente permanentemente
para iluminar os sentimentos que em mim habitam
podia-mos, até, colidir
abrias em mim uma enorme cratera
misturávamos-nos no seio do meu núcleo
numa reacção nuclear intensa
explodíamos com a intensidade inerente
e dávamos origem a outra galáxia...
Apetece-me ir ao encontro do teu vazio.
Joaquim Marques AC
mergulhasse no teu vazio
sem fato espacial de protecção
com uma chave chinesa na mão
reparasse o dano que te foi causado
pelo raio cósmico da indiferença
que emanou do teu sol, agora apagado?
Davas-me um beijo?
Era, só esse, o meu desejo
tornar-te operacional
recuperar-te as funcionalidades
reposicionar-te noutra órbita
sendo satélite de mim, uma espécie de Lua
sem lado escuro, reluzente permanentemente
para iluminar os sentimentos que em mim habitam
podia-mos, até, colidir
abrias em mim uma enorme cratera
misturávamos-nos no seio do meu núcleo
numa reacção nuclear intensa
explodíamos com a intensidade inerente
e dávamos origem a outra galáxia...
Apetece-me ir ao encontro do teu vazio.
Joaquim Marques AC
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Beco
I
Aquela ruela
tão esguia quanto fria
desemboca num beco
e eu desconhecia,
situa-se longe do mar
e, ainda assim, cheira a maresia
são salpicos de lágrimas dela
escondida atrás da janela.
II
Vou-me embora do meu sonho
ao encontro da neblina
enquanto o Sol não desfaz o meu disfarce
ao dobrar aquela esquina
para te fisgar à janela
na mesma ruela
que no beco tem fim.
III
Vou chamar-te Amélia
queiras ou não, que te chame assim
hoje plantei um pé de camélia
nos fundos do meu jardim
só para me lembrar de ti atrás da janela
ao invés de chorar, sorrindo só para mim.
IV
Ando bêbado, embriagado é mais apropriado
canto coisas imaginárias
coisas tão contrárias
ao lamento que sempre canto de mim.
É a volta da vida que me traz assim
imagino-te Amélia, sorrindo sorrisos sem fim
alegre, pela alegria que se apoderou de mim
voltei a ter vinte anos, esperanças imensas
tenho o Mundo para conquistar
só não te concebo a chorar
na ruela que ao beco vai dar.
V
Quando em breve for rico
desmonto-me do meu jerico
compro uma máquina de arrasto
e arraso com o beco
para que da tua ruela
ao olhar à janela
vejas o mar e nele um veleiro
e nele eu a cantar
trovas novas por ti, por nós
por todos os que vivemos anos sós
presos em becos e ruelas frias
à janela a chorar.
Joaquim Marques AC
Aquela ruela
tão esguia quanto fria
desemboca num beco
e eu desconhecia,
situa-se longe do mar
e, ainda assim, cheira a maresia
são salpicos de lágrimas dela
escondida atrás da janela.
II
Vou-me embora do meu sonho
ao encontro da neblina
enquanto o Sol não desfaz o meu disfarce
ao dobrar aquela esquina
para te fisgar à janela
na mesma ruela
que no beco tem fim.
III
Vou chamar-te Amélia
queiras ou não, que te chame assim
hoje plantei um pé de camélia
nos fundos do meu jardim
só para me lembrar de ti atrás da janela
ao invés de chorar, sorrindo só para mim.
IV
Ando bêbado, embriagado é mais apropriado
canto coisas imaginárias
coisas tão contrárias
ao lamento que sempre canto de mim.
É a volta da vida que me traz assim
imagino-te Amélia, sorrindo sorrisos sem fim
alegre, pela alegria que se apoderou de mim
voltei a ter vinte anos, esperanças imensas
tenho o Mundo para conquistar
só não te concebo a chorar
na ruela que ao beco vai dar.
V
Quando em breve for rico
desmonto-me do meu jerico
compro uma máquina de arrasto
e arraso com o beco
para que da tua ruela
ao olhar à janela
vejas o mar e nele um veleiro
e nele eu a cantar
trovas novas por ti, por nós
por todos os que vivemos anos sós
presos em becos e ruelas frias
à janela a chorar.
Joaquim Marques AC
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Os óculos
Olho-me ao espelho
e não é a mim que eu vejo
será dos óculos?
Sem eles, sabendo quem sou
com a ajuda da memória
recordo-me numa outra história,
com eles, pareço-me ao meu avô
naquelas fotos do princípio do século.
Quando me passeio em espaços públicos
evito o sexo oposto que tenha os óculos posto.
O meu avô era bem parecido,
não usava lunetas
coitado, não viveu tempo bastante
mas, ainda assim, deixou descendência vasta
é por isso que não me aprecio ao espelho, de óculos
vejo melhor a realidade
mas, não sendo casto, desagrada-me a castidade
que, ao reflectir-se no espelho, reflecte a menor elasticidade
da pele das pálpebras destas noites pior dormidas
tendo-te ao meu lado em noites de amor fingidas.
O problema é certamente dos óculos, tiro-os ao deitar
vou passar a dormir com eles postos
pode ser que assim te veja, sinta e beije e ao acordar
quando ao espelho for espreitar
com ou sem óculos, me veja igual.
Se trazes em ti o elixir da juventude
porque me fazes passar por tanta inquietude?
Joaquim Marques A.C.
e não é a mim que eu vejo
será dos óculos?
Sem eles, sabendo quem sou
com a ajuda da memória
recordo-me numa outra história,
com eles, pareço-me ao meu avô
naquelas fotos do princípio do século.
Quando me passeio em espaços públicos
evito o sexo oposto que tenha os óculos posto.
O meu avô era bem parecido,
não usava lunetas
coitado, não viveu tempo bastante
mas, ainda assim, deixou descendência vasta
é por isso que não me aprecio ao espelho, de óculos
vejo melhor a realidade
mas, não sendo casto, desagrada-me a castidade
que, ao reflectir-se no espelho, reflecte a menor elasticidade
da pele das pálpebras destas noites pior dormidas
tendo-te ao meu lado em noites de amor fingidas.
O problema é certamente dos óculos, tiro-os ao deitar
vou passar a dormir com eles postos
pode ser que assim te veja, sinta e beije e ao acordar
quando ao espelho for espreitar
com ou sem óculos, me veja igual.
Se trazes em ti o elixir da juventude
porque me fazes passar por tanta inquietude?
Joaquim Marques A.C.
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