quinta-feira, 5 de março de 2009

"Se pudesse desejar"... desejaria:

Que a palavra brote de Ti,
como brotam as árvores em final de Inverno
e desse brotar
para quem leia e saiba ver
renasçam Primaveras constantemente
nos espíritos aventureiros
dos humanos em busca do belo.

Joaquim Marques

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Livro IV Poema 06

Não nos confundas!
Eu sou um marujo de águas rasas
do meu ribeiro não chegarei ao mar
nem a minha barca irá alcançar a outra margem
estou preso à barca e ela a mim e ambos assim
gostamos de estar
deste lado da margem
sem corrente, sem forças que nos levem de arrasto.
Portanto não nos confundas
há mais Joaquins a navegar
noutras águas
mais fundas
noutros rios tão grandes que se confundem com o mar.

Joaquim Marques AC

domingo, 25 de janeiro de 2009

Livro IV Poema 05

Caladinho, penso cá com os meus botões
devagarinho, cá vou trilhando caminho
olho pró lado, lado a lado com mil razões
caíram tantos de fininho...

Haverá melhor eternidade
que esta que vivo desde tenra idade?
nem os mais próximo do divino
experimentaram à saciedade
a que eu desfruto no meu caminho.
Tanto Papa, Presidente, país independente
tanto de tudo, que por mim passou
e eu com os meus botões canto contente
adiante, eterno, fiz-me gente!
Medito em vós, o esforço despendido
a sós, Verão vivido
anos e anos após
o primeiro ter nascido
escrito em forma de poema de mim.

Joaquim Marques

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Livro IV Poema 04

Ser poeta é muita coisa,
Há tanta definição...
E eu, simples escriba de mim mesmo
Não me revejo
Em nada
E sinto uma aflição
Porque quando os leio, não os entendo.
O mal é meu, eu sei
Poeta, certamente não serei
Se sinto, escrevo
Escrever por escrever, não sei.

Joaquim Marques

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Livro IV Poema 03

Uma gota de limão
Na tua, de mel
Reforça as defesas
E derruba as fraquezas
E doce parecerá o fel
Que te inunda o coração.
Já se sabe que a água gelada
Aquece os pés frios
E cura qualquer constipação.

Joaquim Marques

sábado, 10 de janeiro de 2009

Livro IV Poema 02

Cansei-me de andar cansado
Cansei-me e pronto!
Agora dou-me um desconto
Viro-me pró outro lado
E adormeço.
Quando acordar
Acontecerá um novo começo
Novos caminhos a trilhar
Ou não...

Joaquim Marques

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Livro IV Poema 01

Volto
envolto
no sorrir que de mim emana
por voltar a cantar como quem clama
por um caminho novo
distinto daquela vida sem chama
daqueles poemas sem fogo.

Joaquim Marques

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Livro III Poema 65

Nua
despojado da tua
palavra
levo a vida nua
crua
sempre que o sorriso arrepia
e amua.

Joaquim Marques

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Livro III Poema 64

Fim de linha!
Sigo a pé, de pé já vinha...
ao teu encontro, à tua vida entregar a minha!


Joaquim Marques

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Era mesmo isto que eu queria
Uma noite a seguir ao dia
Uma tarde que me aqueça
A ideia pacata que em mim amanheça.

Escrever-te sem remorsos
Saber que já não existes
Nas minhas meditações tristes
Nem o Verão tardio
Que está chegando num breve estio
Me lembrará o fastio
Que foi a tua presença.

Coisas bonitas
Poemas com poesia
Imagens que eu queria
Que brotassem desta nascente
Como água corrente
Dos regatos encharcados pela chuva da Primavera
Que este ano chegou no Verão.
Está a nascer uma nova Era
Tudo em revolução
Tudo fora de época
De forma que mudarei o nome à estação
Não a da próxima paragem
Mas sim a da carruagem
Que a Natureza bravia
Nos impôs da noite para o dia.
Chamam-lhe aquecimento global
Para mim foi um arrefecimento especial
Uma dádiva infinita
Este acordar sem a sensação aflita
De te esperar, convencido que eras a Mulher fatal.

Joaquim Marques