Não nos confundas!
Eu sou um marujo de águas rasas
do meu ribeiro não chegarei ao mar
nem a minha barca irá alcançar a outra margem
estou preso à barca e ela a mim e ambos assim
gostamos de estar
deste lado da margem
sem corrente, sem forças que nos levem de arrasto.
Portanto não nos confundas
há mais Joaquins a navegar
noutras águas
mais fundas
noutros rios tão grandes que se confundem com o mar.
Joaquim Marques AC
sábado, 14 de fevereiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Livro IV Poema 05
Caladinho, penso cá com os meus botões
devagarinho, cá vou trilhando caminho
olho pró lado, lado a lado com mil razões
caíram tantos de fininho...
Haverá melhor eternidade
que esta que vivo desde tenra idade?
nem os mais próximo do divino
experimentaram à saciedade
a que eu desfruto no meu caminho.
Tanto Papa, Presidente, país independente
tanto de tudo, que por mim passou
e eu com os meus botões canto contente
adiante, eterno, fiz-me gente!
Medito em vós, o esforço despendido
a sós, Verão vivido
anos e anos após
o primeiro ter nascido
escrito em forma de poema de mim.
Joaquim Marques
devagarinho, cá vou trilhando caminho
olho pró lado, lado a lado com mil razões
caíram tantos de fininho...
Haverá melhor eternidade
que esta que vivo desde tenra idade?
nem os mais próximo do divino
experimentaram à saciedade
a que eu desfruto no meu caminho.
Tanto Papa, Presidente, país independente
tanto de tudo, que por mim passou
e eu com os meus botões canto contente
adiante, eterno, fiz-me gente!
Medito em vós, o esforço despendido
a sós, Verão vivido
anos e anos após
o primeiro ter nascido
escrito em forma de poema de mim.
Joaquim Marques
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Livro IV Poema 04
Ser poeta é muita coisa,
Há tanta definição...
E eu, simples escriba de mim mesmo
Não me revejo
Em nada
E sinto uma aflição
Porque quando os leio, não os entendo.
O mal é meu, eu sei
Poeta, certamente não serei
Se sinto, escrevo
Escrever por escrever, não sei.
Joaquim Marques
Há tanta definição...
E eu, simples escriba de mim mesmo
Não me revejo
Em nada
E sinto uma aflição
Porque quando os leio, não os entendo.
O mal é meu, eu sei
Poeta, certamente não serei
Se sinto, escrevo
Escrever por escrever, não sei.
Joaquim Marques
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Livro IV Poema 03
Uma gota de limão
Na tua, de mel
Reforça as defesas
E derruba as fraquezas
E doce parecerá o fel
Que te inunda o coração.
Já se sabe que a água gelada
Aquece os pés frios
E cura qualquer constipação.
Joaquim Marques
Na tua, de mel
Reforça as defesas
E derruba as fraquezas
E doce parecerá o fel
Que te inunda o coração.
Já se sabe que a água gelada
Aquece os pés frios
E cura qualquer constipação.
Joaquim Marques
sábado, 10 de janeiro de 2009
Livro IV Poema 02
Cansei-me de andar cansado
Cansei-me e pronto!
Agora dou-me um desconto
Viro-me pró outro lado
E adormeço.
Quando acordar
Acontecerá um novo começo
Novos caminhos a trilhar
Ou não...
Joaquim Marques
Cansei-me e pronto!
Agora dou-me um desconto
Viro-me pró outro lado
E adormeço.
Quando acordar
Acontecerá um novo começo
Novos caminhos a trilhar
Ou não...
Joaquim Marques
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Livro IV Poema 01
Volto
envolto
no sorrir que de mim emana
por voltar a cantar como quem clama
por um caminho novo
distinto daquela vida sem chama
daqueles poemas sem fogo.
Joaquim Marques
envolto
no sorrir que de mim emana
por voltar a cantar como quem clama
por um caminho novo
distinto daquela vida sem chama
daqueles poemas sem fogo.
Joaquim Marques
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Livro III Poema 65
Nua
despojado da tua
palavra
levo a vida nua
crua
sempre que o sorriso arrepia
e amua.
Joaquim Marques
despojado da tua
palavra
levo a vida nua
crua
sempre que o sorriso arrepia
e amua.
Joaquim Marques
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Livro III Poema 64
Fim de linha!
Sigo a pé, de pé já vinha...
ao teu encontro, à tua vida entregar a minha!
Joaquim Marques
Sigo a pé, de pé já vinha...
ao teu encontro, à tua vida entregar a minha!
Joaquim Marques
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Era mesmo isto que eu queria
Uma noite a seguir ao dia
Uma tarde que me aqueça
A ideia pacata que em mim amanheça.
Escrever-te sem remorsos
Saber que já não existes
Nas minhas meditações tristes
Nem o Verão tardio
Que está chegando num breve estio
Me lembrará o fastio
Que foi a tua presença.
Coisas bonitas
Poemas com poesia
Imagens que eu queria
Que brotassem desta nascente
Como água corrente
Dos regatos encharcados pela chuva da Primavera
Que este ano chegou no Verão.
Está a nascer uma nova Era
Tudo em revolução
Tudo fora de época
De forma que mudarei o nome à estação
Não a da próxima paragem
Mas sim a da carruagem
Que a Natureza bravia
Nos impôs da noite para o dia.
Chamam-lhe aquecimento global
Para mim foi um arrefecimento especial
Uma dádiva infinita
Este acordar sem a sensação aflita
De te esperar, convencido que eras a Mulher fatal.
Joaquim Marques
Uma noite a seguir ao dia
Uma tarde que me aqueça
A ideia pacata que em mim amanheça.
Escrever-te sem remorsos
Saber que já não existes
Nas minhas meditações tristes
Nem o Verão tardio
Que está chegando num breve estio
Me lembrará o fastio
Que foi a tua presença.
Coisas bonitas
Poemas com poesia
Imagens que eu queria
Que brotassem desta nascente
Como água corrente
Dos regatos encharcados pela chuva da Primavera
Que este ano chegou no Verão.
Está a nascer uma nova Era
Tudo em revolução
Tudo fora de época
De forma que mudarei o nome à estação
Não a da próxima paragem
Mas sim a da carruagem
Que a Natureza bravia
Nos impôs da noite para o dia.
Chamam-lhe aquecimento global
Para mim foi um arrefecimento especial
Uma dádiva infinita
Este acordar sem a sensação aflita
De te esperar, convencido que eras a Mulher fatal.
Joaquim Marques
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