Olha o temporal
Não vem fora de época,
Quem tem memória não leva a mal
Estamos em Abril
Já passou o Inverno e o Carnaval
Já se foi a Quaresma, agora é o tempo das águas mil.
Tivemos anos seguidos de seca
Chuvas no período estival
Invernos amenos com chuva ocasional.
Temos agora um ano normal
Ventos fortes, relâmpagos e trovões
Aguaceiros intensos em tempo primaveril
É o tempo de antigamente, conhecido dos aldeões:
O Abril das águas mil
O temporal que os antigos achavam normal.
Joaquim Marques
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Recado
Você não acredita em mim? Duvida da verdade que lhe contei? Duvida da prova material que lhe apresentei? Então porque é que tem medo? É receio ou impreparação? Se não gosta da sua profissão, vá embora!
Deixe-me a mim e à minha razão: a força que tenho vem da força da palavra, dos actos, da indignação, da verdade límpida, do meu trajecto nobre, do meu percurso erecto sem submissão, não me vergo perante a injustiça, só sucumbo à ideia do incumprimento da obrigação a que a palavra me vincula.
Vá embora, ou fique quieta aqui de lado. Vai assistir à narrativa de quem não tem medo e se orgulha do seu passado.
Deixe-me a mim e à minha razão: a força que tenho vem da força da palavra, dos actos, da indignação, da verdade límpida, do meu trajecto nobre, do meu percurso erecto sem submissão, não me vergo perante a injustiça, só sucumbo à ideia do incumprimento da obrigação a que a palavra me vincula.
Vá embora, ou fique quieta aqui de lado. Vai assistir à narrativa de quem não tem medo e se orgulha do seu passado.
Joaquim Cruz
Livro III Poema 18
É a revolta que eu sinto
É a amargura pela desventura
É a vez de estar à altura
Da sorte verdadeira porque não minto.
É a lágrima que se forma no canto do olho
É a emoção contida, reprimida
Pela altivez da verdade
Que me acompanha de longe
É a vida de quem sabe que só conta consigo.
É revolta e determinação
É ânimo e compaixão
É ter-te perto do meu coração
É sentir a vida em solidão.
E só, rodeado de mim
Não deixarei até ao fim
Que me manchem a reputação.
Ai como preciso de quem me dê a mão!
Joaquim Marques
É a amargura pela desventura
É a vez de estar à altura
Da sorte verdadeira porque não minto.
É a lágrima que se forma no canto do olho
É a emoção contida, reprimida
Pela altivez da verdade
Que me acompanha de longe
É a vida de quem sabe que só conta consigo.
É revolta e determinação
É ânimo e compaixão
É ter-te perto do meu coração
É sentir a vida em solidão.
E só, rodeado de mim
Não deixarei até ao fim
Que me manchem a reputação.
Ai como preciso de quem me dê a mão!
Joaquim Marques
domingo, 30 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
Caricatura
- Neste solo que eu amo,
neste povo que eu piso
o que é que eu sou?
o que é que eu sou?
- Sois Rei! Sois Rei!
Jô Soares
neste povo que eu piso
o que é que eu sou?
o que é que eu sou?
- Sois Rei! Sois Rei!
Jô Soares
Livro III Poema 17
Faz-se silêncio
no meu pensar barulhento
quando te imagino
sorrindo
no dia do teu regresso.
Joaquim Marques
no meu pensar barulhento
quando te imagino
sorrindo
no dia do teu regresso.
Joaquim Marques
terça-feira, 18 de março de 2008
Livro III Poema 16
Quebrou-se o elo
foi-se a corrente pela corrente abaixo
deixa-o ficar, deixa-te ir, deixa-a partir
tudo o que se divide fica mais pequeno
menos a liberdade que o elo teimava em aprisionar.
Vai em paz amiga,
descansa de mim
que outras águas mais calmas farão do elo
uma cicatriz indelével
como a tua imagem que se esfuma na minha memória.
Joaquim Marques
foi-se a corrente pela corrente abaixo
deixa-o ficar, deixa-te ir, deixa-a partir
tudo o que se divide fica mais pequeno
menos a liberdade que o elo teimava em aprisionar.
Vai em paz amiga,
descansa de mim
que outras águas mais calmas farão do elo
uma cicatriz indelével
como a tua imagem que se esfuma na minha memória.
Joaquim Marques
sábado, 15 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Livro III Poema 15
Tenho tido tudo
Contudo
Tudo foi tido e já não tenho
E para voltar a ter tudo o que tenho tido
Liberto-me do ter tido e sonho com tudo
Porque afinal nem tudo tenho tido.
Joaquim Marques
Contudo
Tudo foi tido e já não tenho
E para voltar a ter tudo o que tenho tido
Liberto-me do ter tido e sonho com tudo
Porque afinal nem tudo tenho tido.
Joaquim Marques
segunda-feira, 10 de março de 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)

