Risco o branco
Com um desalmado sorrir
Na penumbra transparente
Do meu egoísmo legítimo.
E do branco ao cinzento
E do que eu penso e quero
E não podendo sou,
Sorrio o remorso
Que se me apodera.
Então
Pinto do cinzento ao branco
A personalidade
No sorriso riscado.
Joaquim Marques
quarta-feira, 9 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
domingo, 6 de maio de 2007
Sinto no ar
Esvoaçando
Palavras soltas de esperança,
Sílabas caídas de um dicionário
- Augúrios de novos dias
Que embatem no meu ser.
Amigo do meu ser,
Ser do meu amigo malfadado
Ouço em nós
A voz da palavra que inventei
No silêncio que não descuro
O significado desejado.
Anunciai ao cosmos
Que eu não tenho
O ter de quem não possuiu – Sou
O simples eu albarroado...
Pelo pensamento traiçoeiro.
Sinto nas vozes e nas palavras
a arte única de fugir
À esperança que não quero
Destes dias que revivi.
É a vós que eu canto,
A vós palavras, sons e vozes
Do amanhã, porque vos
Sinto em mim
No significado da esperança que desejo.
Joaquim Marques
Esvoaçando
Palavras soltas de esperança,
Sílabas caídas de um dicionário
- Augúrios de novos dias
Que embatem no meu ser.
Amigo do meu ser,
Ser do meu amigo malfadado
Ouço em nós
A voz da palavra que inventei
No silêncio que não descuro
O significado desejado.
Anunciai ao cosmos
Que eu não tenho
O ter de quem não possuiu – Sou
O simples eu albarroado...
Pelo pensamento traiçoeiro.
Sinto nas vozes e nas palavras
a arte única de fugir
À esperança que não quero
Destes dias que revivi.
É a vós que eu canto,
A vós palavras, sons e vozes
Do amanhã, porque vos
Sinto em mim
No significado da esperança que desejo.
Joaquim Marques
sábado, 5 de maio de 2007
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Lá fora chove
O tempo está húmido
O meu vizinho insiste
Em acender o carvão
E eu estou a ver com atenção
A quantidade de gás
Que ele está a gastar
Para contrariar
Tanta humidade.
Agora de guarda-chuva na mão
Tapou com jornais
Todo o carvão.
Iniciou a labareda,
Mas é pura ilusão
A humidade não vai deixar
Que o braseiro se faça
E ele irá desistir
De cozinhar a sua caça.
Ó tempo húmido porque te intrometes
Na vontade das pessoas?
Porque não lhes dás a provar
O encanto de cozinhar
Dentro de casa?
E eu aqui a observar
Aquilo que não devo,
Até parece que não tenho mais nada que fazer
Do que falar ao tempo
E meter-me na vida dos outros!
Joaquim Marques
O tempo está húmido
O meu vizinho insiste
Em acender o carvão
E eu estou a ver com atenção
A quantidade de gás
Que ele está a gastar
Para contrariar
Tanta humidade.
Agora de guarda-chuva na mão
Tapou com jornais
Todo o carvão.
Iniciou a labareda,
Mas é pura ilusão
A humidade não vai deixar
Que o braseiro se faça
E ele irá desistir
De cozinhar a sua caça.
Ó tempo húmido porque te intrometes
Na vontade das pessoas?
Porque não lhes dás a provar
O encanto de cozinhar
Dentro de casa?
E eu aqui a observar
Aquilo que não devo,
Até parece que não tenho mais nada que fazer
Do que falar ao tempo
E meter-me na vida dos outros!
Joaquim Marques
quinta-feira, 3 de maio de 2007
O ser humano
Nem sempre é humano
Porque na Humanidade
Há seres como tu
Sem humildade.
Que o Ser lá de cima
Me ajude a conservar a liberdade
De discernir
Entre a paz e o destino
Da guerra que tenho que travar
E com humildade encontrar
Outro ser humano
Por detrás da tua arrogância.
Porque nada,
Mesmo nada
É mais forte que a minha vontade
De te tratar com humanidade
E assim fazer crescer em ti
A humildade.
Joaquim Marques
Nem sempre é humano
Porque na Humanidade
Há seres como tu
Sem humildade.
Que o Ser lá de cima
Me ajude a conservar a liberdade
De discernir
Entre a paz e o destino
Da guerra que tenho que travar
E com humildade encontrar
Outro ser humano
Por detrás da tua arrogância.
Porque nada,
Mesmo nada
É mais forte que a minha vontade
De te tratar com humanidade
E assim fazer crescer em ti
A humildade.
Joaquim Marques
quarta-feira, 2 de maio de 2007
BUSTO
Foste a figura triste, amedrontada,
A expressão sempre requintada
Do espírito que demonstras.
Dos teus lábios o sorriso que encanta
O túmulo desta vida
Querida, malfadada,
No fogo que te atearam.
Vejo-me em ti –
Teu semblante, meu pensamento
Que ao longe sorri
Um dia futuro – companheiro.
Espera por mim
E conserva em ti aquilo que sou
Na morte que não posso ser
A fuga ao teu sorriso de estátua.
Joaquim Marques
Foste a figura triste, amedrontada,
A expressão sempre requintada
Do espírito que demonstras.
Dos teus lábios o sorriso que encanta
O túmulo desta vida
Querida, malfadada,
No fogo que te atearam.
Vejo-me em ti –
Teu semblante, meu pensamento
Que ao longe sorri
Um dia futuro – companheiro.
Espera por mim
E conserva em ti aquilo que sou
Na morte que não posso ser
A fuga ao teu sorriso de estátua.
Joaquim Marques
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