domingo, 6 de maio de 2007

Sinto no ar
Esvoaçando
Palavras soltas de esperança,
Sílabas caídas de um dicionário
- Augúrios de novos dias
Que embatem no meu ser.

Amigo do meu ser,
Ser do meu amigo malfadado
Ouço em nós
A voz da palavra que inventei
No silêncio que não descuro
O significado desejado.

Anunciai ao cosmos
Que eu não tenho
O ter de quem não possuiu – Sou
O simples eu albarroado...
Pelo pensamento traiçoeiro.
Sinto nas vozes e nas palavras
a arte única de fugir
À esperança que não quero
Destes dias que revivi.

É a vós que eu canto,
A vós palavras, sons e vozes
Do amanhã, porque vos
Sinto em mim
No significado da esperança que desejo.


Joaquim Marques

4 comentários:

Anónimo disse...

Amigo Poeta,
...Esperança...!!!
Estou profundamente sensibilizada e grata ao Velhote,
Surge agora um novo sentimento,
Pelo mundo corre um forte brado!
Que nas asas de um propício vento,
Pelo mundo seja divulgado.
:)

Cumplicidade disse...

Será que 'alma de poeta' é assim tão dificil de se aceitar pelos outros? é ruim o dano propositado.
Será que sentimos e pensamos demasiado? Deixo de saber se às vezes o muro que por vezes me separa do mundo lá fora é assim tão dificil de transpôr. Seja como for não se passa por terra, passa-se pelo ar.


Obrigado pelas boas vindas

João

Anónimo disse...

No pensamento
E no silêncio
Cantas a esperança!...

Sílabas caídas
Palavras soltas
Sons dispersos
Vozes amigas
Significado sentido...
''Augúrios'' de esperanbça!...

Sinto-os no ar
Batendo asas
Anunciando o amanhã!...

Isa

AUDREY disse...

Nem sempre as palavras são nossos pensamentos...
Escondemos tanta coisa de outros e até de nós mesmos...
Deixamos de enfrentar nossos fantasmas...nossas desilusões...
Talvez pelo medo de desenterrar algo mais sombrio...talvez pelo fato de querer ...achar...que vai passar...que vai melhorar...que vamos esquecer...
E buscamos por cima desses fantasmas ...dessas desilusões...as mesmas coisas...sem perceber que são tão parecidas...apenas adormecidas...
E nos fechamos...e nos abrimos...
E continuamos em um lêdo engano de alcançar o inatingível...
Voamos tão alto com nossas asas de cera...nos empolgamos em pleno sol de meio dia...
Esquecemos da fragilidade de outrora e somos crianças... perdoamos...e tentamos...
E mais uma vez as asas derretem e caímos...mas dessa vez dentro d'água...

Adoro você gatinho..beijos