domingo, 6 de junho de 2010

Fingindo fingir
Aquilo que sou
Procuro na estrada que percorri
Demonstrar o meu sentir
Pelo pensamento que cessou.
Finjo a ideia que já li
Quero ter o meu provir
Na nova ideia que começou.

Finge a fingir aquilo que é
A criança e a Primavera
Na floração da inocência
Do fingir de um bebé.

Finge o Mundo
E os Homens de boa crença
A ideia do poço profundo
Da sociedade que assim é
Na herança terna e tensa
Do fingir de um bebé.

Fingem a fome miserável
No discurso de um banquete
Os Homens de boa crença
Desdenhando o indesejável.

Finge arte e o poeta
O filósofo idiota
No Homem e na meta,
A ideia que já findou
Do crer de uma criança,
Do sentir que não é
Fingindo a morte que não cansa
No fingir de um bebé.

Não viver no fingir
Do dia que começou
Nasce em mim a esperança
Procurando na estrada que percorri
Demonstrar o meu sentir
Pelo pensamento que cessou.
Não fingindo a ideia que já li
Quero ter o meu provir
Na nova ideia que começou.



Joaquim Marques

3 comentários:

Anónimo disse...

Não sei fingir...
Fingir os pensamentos
Fingir os sentimentos
Fingir o prazer
Fingir o Amor!...

Não quero fingir...
Fingir o que penso
Fingir o que sinto
Fingir o que sou
Fingir que amo!...

Não sei fingir
Nem quero fingir...
A vida que vivo
A esperança que alimento
A ideia de ser feliz!...

Não quero admitir
Nem posso aceitar...
O fingir do Mundo
O fingir dos Homens
O fingir da sociedade!...

Só aceito ou admito...
O ''fingimento'' do poeta
Na sua arte!...
O do bebé ou da criança
Na sua inocência!...

Isa

AUDREY disse...

CATEDRAL


O deserto
Que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver
Que o céu é maior
Tentei dizer mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar

É deserto
Onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver
Que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e deságua
Dentro de mim
Amanhã devagar
Me diz
Como voltar

Se eu disser
Que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser
Deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar...(CANTORA ZELIA DUCAN)
TE ADORO GATO...

luzinha disse...

É um sentimento amargo
Um sentimento de impotência
Sinto que não importa o quento eu tenha tentado
O quando eu tenha me esforçado
Nada disso importou no final
Quase como a "In the end"

Você faz o máximo
Dá tudo de si
E a pessoa joga tudo pro alto
Como se não tivesse valor algum
Como se nada importasse pra ela
Você não é simplesmente nada

Pior, você foi usado pra conquistar objetivos
Seus sentimento foram pisoteados em prol de outro fim
Você não vale nada, é só um meio
O tempo que você passaram, não existe
A pessoa que você julgou conhecer simplesmente desapareceu
E você sente, não imposta o que você faça
Não vai trazer isso de volta

E mesmo assim, mesmo com essa dor latejando
Você não consegue deixar de se importar
Não consegue só esquecer
Porque esse sentimento não vai simplesmente desaparecer
E ele vai doer
E não há nada que você possa fazer